HUNGRIA
EUROPA

A melhor altura para visitar a Hungria é entre abril e junho ou entre setembro e outubro. O clima é mais ameno, há menos multidões e os dias são suficientemente longos para explorar cidades, monumentos, zonas naturais e fazer passeios de barco no Danúbio.
A língua oficial é o húngaro. Fora das zonas turísticas, o inglês nem sempre é compreendido, mas em Budapeste, hotéis, museus e restaurantes mais centrais, é possível comunicar com facilidade. Menus em inglês são comuns nos locais mais visitados.
A Hungria é um país seguro. Budapeste e as principais cidades apresentam baixos níveis de criminalidade violenta. Como em qualquer capital, há que ter atenção a carteiristas em zonas turísticas ou transportes públicos, mas os visitantes circulam sem problemas.
A forma mais rápida de chegar à Hungria é por avião, com voos diretos de várias cidades europeias para Budapeste. Também é possível chegar por comboio, especialmente a partir de Viena, Bratislava ou Praga. A rede ferroviária é fiável e bem organizada.
A Hungria está no fuso horário da Europa Central (CET), uma hora à frente de Portugal. Quando são 10:00 em Lisboa, são 11:00 em Budapeste. No verão, ambos os países adotam o horário de verão, mantendo a mesma diferença horária ao longo do ano.
A moeda é o florim húngaro (HUF). Circulam moedas de 5 a 200 florins e notas de 500 a 20.000. Os multibancos são frequentes e os cartões são aceites na maioria dos estabelecimentos. Em mercados locais ou pequenas lojas, ainda se utiliza dinheiro vivo.
As tomadas na Hungria são do tipo C e F, as mesmas usadas em Portugal. A voltagem é de 230 V e a frequência de 50 Hz. Os aparelhos portugueses funcionam normalmente, sem necessidade de adaptadores ou conversores.
A Hungria tem raízes que remontam ao final do século IX, quando tribos magiares lideradas por Árpád se instalaram na Bacia dos Cárpatos. Em 1000, Estêvão I foi coroado rei com aprovação do Papa, fundando o Reino da Hungria como Estado cristão. Durante séculos, o reino desempenhou um papel central na Europa Central, enfrentando invasões mongóis e mantendo tensões com o Sacro Império Romano-Germânico. Em 1526, após a derrota em Mohács frente aos otomanos, o território foi dividido: uma parte ficou sob domínio turco, outra sob domínio dos Habsburgo. Esta divisão perdurou até ao final do século XVII, quando os Habsburgo consolidaram o controlo e integraram a Hungria nos seus domínios. Em 1867, foi criada a monarquia dual austro-húngara, que conferiu à Hungria uma autonomia considerável dentro do império. Após a Primeira Guerra Mundial e a dissolução da monarquia, o país perdeu dois terços do seu território com o Tratado de Trianon (1920), o que teve um impacto profundo na identidade nacional. Durante a Segunda Guerra Mundial, a Hungria aliou-se à Alemanha nazi, mas foi depois ocupada pelo exército soviético. A seguir à guerra, tornou-se uma república socialista sob influência soviética. A revolta de 1956, violentamente reprimida, tornou-se símbolo da resistência húngara. Em 1989, com a queda do bloco de Leste, a Hungria restabeleceu a democracia e tornou-se uma república parlamentar. É membro da União Europeia desde 2004, mantendo uma trajectória marcada por profundas transformações políticas e culturais.


















