TÓQUIO
JAPÃO


O Pagode Chureito, construído em 1963 como memorial de paz, ergue-se no Parque Arakurayama Sengen, oferecendo uma das vistas mais famosas do Monte Fuji. Com cinco andares e rodeado por cerejeiras, é especialmente procurado na primavera e no outono, quando as flores ou as folhas tingem a paisagem. Para o alcançar, é preciso subir quase 400 degraus, mas a subida culmina numa das imagens mais emblemáticas do Japão, onde tradição e natureza se encontram em harmonia.

Situada no movimentado bairro de Shibuya, esta é uma das passadeiras mais famosas do mundo. A cada mudança de sinal, multidões atravessam em simultâneo vindas de todas as direções, criando um espetáculo visual impressionante. Rodeada por ecrãs gigantes, letreiros de néon e cafés, tornou-se símbolo do ritmo acelerado e vibrante de Tóquio.

As Lagoas de Oshino Hakkai formam um conjunto de oito nascentes de água cristalina, alimentadas pelo degelo do Monte Fuji filtrado através de rochas vulcânicas durante décadas. Cada lagoa tem nome e significado próprios, estando rodeada por moinhos, pontes de madeira e casas tradicionais com telhados de colmo. A pureza da água é lendária, e o local é também um espaço de devoção, com pequenos santuários. A paisagem muda com as estações, sendo especialmente pitoresca na primavera e no outono.

Inspirada na Torre Eiffel, a Torre de Tóquio ergue-se desde 1958 como um dos grandes marcos da cidade. Com 333 metros de altura, foi construída para simbolizar a recuperação pós-guerra e servir de antena de transmissão. Hoje, as suas plataformas de observação oferecem panorâmicas que, em dias claros, se estendem até ao Monte Fuji . À noite, a iluminação especial cria um cenário inesquecível.

O fosso Chidori-ga-fuchi, parte das antigas fortificações do Castelo de Edo, é um dos cenários mais emblemáticos para apreciar a floração das cerejeiras. As águas calmas, ladeadas por centenas de árvores, criam um quadro que muda com as estações, sendo na primavera um ícone da tradição do hanami. Para além da beleza natural, o local preserva a memória do Japão feudal e a sua ligação à história imperial.

A Rua Omoide Yokocho, no bairro de Shinjuku, é um labirinto de vielas estreitas com dezenas de minúscimos restaurantes e izakayas. O aroma do yakitori grelhado mistura-se com o burburinho das conversas, criando um ambiente intimista e nostálgico que transporta para o Japão do pós-guerra.

Com 3.776 metros, o Monte Fuji é a montanha mais alta do Japão e um dos seus símbolos mais icónicos. De forma quase perfeitamente cónica, é considerado sagrado e inspira arte, literatura e peregrinações há séculos. Património Mundial da UNESCO, atrai visitantes para caminhadas, fotografia e contemplação, especialmente durante o verão, quando é possível subir ao cume. No inverno, as suas encostas nevadas refletem um cenário de serenidade que contrasta com a energia das cidades vizinhas.

Com 634 metros de altura, a Torre Skytree é a estrutura mais alta do Japão e uma das maiores do mundo. Inaugurada em 2012, foi concebida para transmissões digitais e como símbolo da modernidade de Tóquio. As suas duas plataformas de observação oferecem vistas panorâmicas de 360 graus, abrangendo desde a metrópole até ao Monte Fuji. A iluminação noturna alterna entre temas tradicionais e contemporâneos, criando um espetáculo visual.

Os Jardins do Oriente ocupam parte do antigo castelo de Edo, residência dos xoguns Tokugawa. Preservam muralhas imponentes, portões históricos e fossos rodeados de vegetação, que contrastam com relvados amplos e trilhos ajardinados. Este refúgio verde no centro de Tóquio combina história, arquitectura defensiva e tranquilidade num só espaço.










