ANURADHAPURA
SRI LANKA


Mihintale é o local onde, segundo a tradição, o budismo foi introduzido no Sri Lanka no século III a.C., através do encontro entre o rei Devanampiya Tissa e o monge Mahinda. A subida à colina envolve centenas de degraus talhados na rocha e leva a estupas antigas, salas de meditação e plataformas com vista sobre a planície. O conjunto é um local de grande importância religiosa e arqueológica.

A Jaya Sri Maha Bodhi é a árvore sagrada mais antiga do mundo com registo histórico contínuo. Plantada em Anuradhapura no século III a.C., descende directamente da Árvore Bodhi sob a qual Buda alcançou a iluminação. Foi trazida da Índia por Sangamiththa, monja filha do imperador Ashoka. Para os budistas, é um símbolo vivo de fé e veneração. O recinto, cuidadosamente preservado, recebe peregrinos de todo o país, especialmente durante festivais religiosos.

Uma das maiores e mais veneradas estupas do Sri Lanka, a Ruwanwelisaya foi erguida no século II a.C. pelo rei Dutugemunu. Impressiona pela sua escala monumental e pela perfeição das suas formas curvas, completamente pintadas de branco. O recinto é frequentado por fiéis e peregrinos, que aqui vêm prestar homenagem ao Buda. As esculturas de leões e elefantes à volta da base conferem-lhe uma imponência serena e profundamente simbólica.

A Estupa de Jetavanaramaya é uma das maiores estruturas budistas do mundo, construída no século III durante o reinado do rei Mahasena. Erguida em tijolo, alcançava cerca de 120 metros de altura, simbolizando o poder e a fé do reino de Anuradhapura. Esta estupa monumental fazia parte do complexo monástico Jetavana e continua a impressionar pela sua escala e solidez. É um dos grandes ícones da arquitectura religiosa do Sri Lanka antigo.

A Mansão do Telhado de Cobre, também conhecida como Lovamahapaya, era uma estrutura imponente com nove andares, erguida no século II a.C. pelo rei Dutugemunu. O telhado era revestido de cobre reluzente, tornando-a um marco arquitectónico único. Situava-se entre o Templo do Dente e a estupa Ruwanwelisaya, e servia como residência monástica e centro administrativo. Hoje restam apenas colunas de pedra, mas o seu esplendor antigo é bem documentado nas crónicas cingalesas.

O Templo de Isurumuniya é célebre pelos seus relevos em pedra, incluindo a famosa escultura “Os Amantes de Isurumuniya”. Fundado no século III a.C., combina elementos naturais e arquitectónicos, com um santuário inserido numa rocha e um tanque sagrado junto ao templo. A sua ligação à realeza de Anuradhapura e à tradição budista torna-o um local de culto e interesse arqueológico. Os baixos-relevos em estilo cingalês antigo demonstram uma arte refinada e de grande sensibilidade.

As Lagoas Gémeas de Abhayagiri, construídas entre os séculos VII e IX, são dois tanques paralelos com uma notável engenharia hidráulica. Foram usados por monges para banhos rituais e mostram a sofisticação técnica da época. As escadarias, os sistemas de drenagem e o cuidado no acabamento revelam um respeito profundo pela água como elemento sagrado. O ambiente tranquilo e equilibrado reforça o carácter contemplativo do conjunto.

Erguida no século I a.C., a estupa de Abhayagiri foi durante séculos o centro de um dos maiores complexos monásticos do mundo budista. Com 70 metros de altura, era um marco visível a quilómetros. Este local acolhia monges de várias escolas e culturas, e conserva ainda uma forte aura espiritual. A estupa, rodeada por ruínas de templos e edifícios monásticos, representa o apogeu artístico e religioso de Anuradhapura.

A Casa das Estátuas de Jetavanarama é um santuário integrado no complexo monástico do mesmo nome, onde outrora se guardavam várias imagens sagradas do Buda. O edifício apresenta paredes espessas e vestígios de frescos decorativos, hoje muito danificados. Embora em ruínas, transmite ainda a solenidade do espaço original. Estas casas de imagem eram pontos centrais de veneração e prática devocional dos monges e fiéis do templo.









