COSTA DE GALLE
SRI LANKA


Este promontório coberto de coqueiros tornou-se um dos lugares mais fotografados da costa sul do Sri Lanka. Situado em Mirissa, oferece uma vista desimpedida sobre o oceano e é especialmente popular ao pôr do sol. A beleza simples do local, com os coqueiros recortados contra o céu e o mar ao fundo, atrai quem procura paisagens tropicais idílicas. É um ponto de passagem obrigatório para quem visita a região.

Os pescadores de Koggala são conhecidos pela sua técnica única de pesca em estacas. Sentados em postes cravados no fundo do mar, equilibram-se sobre traves de madeira enquanto esperam os peixes. Esta prática surgiu por escassez de espaço nas margens e tornou-se símbolo da resiliência local. Hoje, mais do que uma prática de subsistência, representa uma tradição cultural que continua a atrair curiosidade e admiração junto dos viajantes.

A Rocha do Papagaio é um pequeno afloramento rochoso situado mesmo em frente à praia principal de Mirissa. Pode ser acedido a pé durante a maré baixa e oferece uma vista panorâmica sobre a baía. Apesar de não ser um local imponente, proporciona uma nova perspetiva da costa e do movimento das ondas. É um bom sítio para fazer uma pausa ou tirar fotografias da linha costeira, especialmente ao início da manhã ou ao final da tarde.

A Praia Selvagem, junto à colina de Rumassala, é uma pequena enseada abrigada por vegetação densa. O acesso faz-se por um trilho de terra batida, o que ajuda a manter o ambiente mais reservado. As águas são calmas e ideais para nadar ou fazer snorkelling. É um local onde a natureza domina, com um ambiente descontraído, longe da agitação das praias mais populares. Um bom refúgio para quem prefere tranquilidade e contacto directo com o mar e a floresta tropical.

A Praia de Unawatuna é uma das mais procuradas do sul do Sri Lanka, conhecida pela sua baía em forma de meia-lua e águas mornas e calmas. Com alojamentos, restaurantes e actividades aquáticas, é ideal para descansar ou explorar. Apesar da popularidade, mantém um ambiente descontraído. Ao fim do dia, o pôr do sol é um espectáculo à parte. É também um bom ponto de partida para visitar a estupa japonesa ou caminhar até à Praia Selvagem, nas redondezas.

O Farol de Galle, activo desde o final do século XIX, é um dos ícones mais fotografados do Forte de Galle. Localizado junto à muralha sul, orienta embarcações que navegam ao largo da costa. A estrutura actual, datada de 1939, substituiu um farol anterior destruído por incêndio. Rodeado por palmeiras e com vista para o mar, o farol é também um excelente ponto para observar o pôr do sol. O seu contraste com a arquitectura colonial dá ainda mais charme ao local.

O Forte de Galle é uma antiga fortificação construída inicialmente pelos portugueses em 1588 e expandida pelos holandeses a partir de 1649. Declarado Património Mundial pela UNESCO, conserva muralhas, bastiões, ruas estreitas e edifícios coloniais bem preservados. É hoje um espaço vivo, com escolas, casas, igrejas e comércio. Caminhar pelas muralhas ou explorar os becos revela séculos de história. A herança portuguesa ainda se nota na planta original e em nomes de lugares.

A Pedra da Bandeira marca o extremo sudoeste do Forte de Galle. Durante o período holandês, era usada para içar bandeiras que alertavam os navios sobre os perigos costeiros. No entanto, a posição elevada e exposta sugere que já teria tido uso estratégico pelos portugueses, os primeiros europeus a fortificar Galle. Hoje é um local popular para ver o pôr-do-sol e apreciar o oceano.

Este ponto simbólico no Forte de Galle assinala o local onde Lourenço de Almeida terá desembarcado em 1505, marcando o início da presença portuguesa no Sri Lanka. Embora a localização exacta permaneça incerta, o local evoca o encontro inicial entre os portugueses e o Reino de Cota. Este momento viria a transformar profundamente a história da ilha, dando início a mais de um século de influência lusa.










